A palavra no original
גֹּאֲלֵ֕נוּ
go’alénu
nosso redentor
Hebraico
Go’él (go’alénu, “nosso redentor”) é o parente que resgata. Em Israel, tinha o dever de comprar de volta o familiar vendido por dívida ou recuperar a terra da família. Aplicada a Deus, a palavra expressa que ele assume o povo como família e paga o preço da libertação. O verso une três títulos: Redentor, Senhor dos Exércitos e Santo de Israel. A mesma pessoa que resgata é a que governa e é perfeitamente santa.
Contexto
Babilônia, a rainha orgulhosa que se julgava eterna, será humilhada. No meio do anúncio de queda, o povo de Deus louva o seu libertador com um verso curto e firme.
Reflexão
Babilônia dizia: “Sou, e além de mim ninguém”. Era uma pretensão que parecia sólida e foi desfeita. No meio dessa queda, o povo de Deus responde com uma confissão tranquila: “o nosso Redentor”. A segurança dele não vem de impérios, mas de um nome.
Jesus é o Redentor que veio como parente, assumindo nossa carne, e pagou com sua vida. Ele é santo e poderoso, e ao mesmo tempo próximo. Quem foi resgatado não precisa se apoiar em grandezas passageiras: tem um Redentor que permanece.