A palavra no original
ὁμολογῶμεν
homologōmen
confessemos
Grego
O verbo homologéō une a ideia de “o mesmo” e de “dizer”: confessar é dizer o mesmo que Deus diz. Aqui ele aparece no subjuntivo presente, o que sugere uma atitude contínua de quem vive de coração aberto, e não um gesto isolado. No Novo Testamento o verbo também serve para confessar a fé em Cristo. João mostra que confessar o pecado é concordar com o diagnóstico de Deus, sem desculpas, e descansar na promessa do perdão.
Contexto
João apresenta Deus como luz, em quem não há treva alguma. Neste trecho ele desfaz a ilusão de quem se julga sem pecado e mostra o caminho aberto a quem reconhece suas falhas diante do Pai.
Reflexão
É tentador negar o pecado, minimizá-lo ou carregá-lo em silêncio. João diz que negar é enganar a si mesmo, e que o silêncio não nos livra de nada. A luz de Deus não vem para nos humilhar, mas para nos curar, e a cura começa quando enfim paramos de fingir.
A promessa não se apoia na intensidade das nossas lágrimas, e sim no caráter de Deus: ele é fiel e justo. Justo, porque Cristo já pagou o preço no sangue da cruz; fiel, porque prometeu perdoar. Por isso podemos nos aproximar sem medo e sair purificados, não apenas aliviados.